Gestão por Projetos

O que é gestão por projeto?

Gestão por Projetos

O Project Management Institute (PMI), define projetos como: “Uma empreitada temporária, realizada por pessoas, com recursos limitados e que tem como objetivo criar um produto ou serviço único.

Ou seja, projeto consiste em nada mais que um desejo, uma intenção de fazer ou realizar algo no futuro. Também, pode ser definido com um esforço temporário com o objetivo de entregar um produto ou serviço exclusivo. Possui algumas características que facilitam sua identificação, são elas: delimitação temporal, objetivos claros, elaboração progressiva, incerteza, singularidade e relação entre quem desenvolve e executa com quem compra, encomenda, recebe ou avalia. 

Dessa forma, a gestão por projetos se apresenta como importante ferramenta capaz de transformar o planejamento em resultados, otimizar a alocação de recursos, diminuir surpresas, trazendo maior eficiência, visibilidade, transparência e atendimento aos objetivos estratégicos do TRT21-RN.

Características dos projetos:

  • Início e fim. É um esforço temporário com data de início e término.  
  • Único. Nenhum projeto é igual a outro, pois possui um alto nível de personalização no planejamento das suas etapas.
  • Projetos exigem planejamento e organização o que os diferenciam das operações repetitivas diárias, aquelas que chamamos de rotinas de trabalho.
  • Um projeto não necessariamente precisa ser uma inovação, ou seja, pode aprimorar algo que já existe.

O que é gestão por projetos?

A gestão por projetos é a estruturação da forma como o projeto é planejado, executado, monitorado e controlado. Isso inclui uma série de ações que visam entregar um resultado adequado às necessidades e desejos dos clientes, que são os demandantes dos projetos, e assegurar que o projeto seja conduzido da melhor forma possível, sem falhas ou desvios.

Benefícios da adoção da Gestão por Projeto:

  • Redução de custos
  • Otimização do tempo  
  • Resultados mais assertivos
  • Controle dos riscos
  • Maior engajamento da equipe

Para melhor entendimento sobre a Gestão por Projetos no TRT21 assista ao vídeo a seguir:

 

Escritórios de Gestão de Projetos

Os Escritórios de Gestão de Projetos (EGP's) são responsáveis, principalmente, por definir e uniformizar os processos organizacionais relacionados à gestão do portfólio de projetos e à gestão de projetos, bem como disseminar a metodologia, fomentar melhores práticas, ferramentas e técnicas, além de apoiar e orientar os colaboradores e as equipes dos projetos, proporcionando maior eficiência e eficácia no desenvolvimento dessas iniciativas.

O Escritório Institucional de Projetos (EPROJ) é a estrutura organizacional, vinculada à Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica - CGEST, responsável por gerir o portfólio e os projetos classificados como de natureza estratégica e de abrangência institucional. Destacam-se, entre as funções do EPROJ, apreciar e dar parecer sobre a forma de apresentação das propostas de projetos, verificando o alinhamento da proposta com a metodologia institucional;  gerar relatórios e análises sobre o portfólio de projetos e assessorar as instâncias de apoio à governança no que tange à gestão do portfólio de projetos estratégicos institucionais. Nesse contexto, é o Comitê de Governança e Gestão Estratégica Participativa (CGGEP) que detém a alçada para analisar as demandas de projetos organizadas pelo EPROJ, aprovando ou não sua classificação como "projeto estratégico institucional", assim como o seu prosseguimento, além de definir a ordem de prioridade entre aquelas aprovadas, de acordo com a metodologia definida. 

Atuação do EPROJ:

Metodologia

  • Desenvolvimento metodológico da gestão por projetos
  • Customização de ferramentas e métodos

Gestão de Portfólio

  • Formatação da carteira de programas e projetos estratégicos
  • Suporte à estrutura de governança
  • Priorização
  • Encaminhamento de demandas às áreas técnicas 

Capacitação e Promoção

  • Instruções sobre Gestão por Projetos
  • Eventos de difusão do conhecimento sobre projetos 

Suporte e Acompanhamento

  • Acompanhamento periódico dos projetos
  • Apoio metodológico
  • Articulação e verificação de oportunidades
  • Mediação intersetorial

Além do Escritório Institucional de Projetos (EPROJ), o TRT21-RN dispõe de outros escritórios de projetos, denominados   temáticos ou setoriais, por atuarem na gestão de portfólios e projetos de contextos (temas) específicos. São eles:

Portfólio de Projetos

As iniciativas (programas, projetos e ações) desenvolvidos no TRT21-RN são classificadas em três categorias:

  • Projetos Estratégicos Institucionais: são projetos aprovados e monitorados pelo Comitê de Governança e Gestão Estratégica Participativa (CGGEP), uma vez que contribuem diretamente para a consecução da estratégia e/ou possuem relevância para a gestão, em nível institucional. Os projetos enquadrados nessa categoria, serão acompanhados pelo EPROJ, que reporta o andamento ao CGE;
  • Projetos Táticos: são projetos aprovados e monitorados diretamente por algum Comitê temático (ex: TIC, Pessoas, Orçamento etc.) uma vez que contribuem para a consecução da estratégia, mas dentro de um contexto específico. Os projetos enquadrados nessa categoria, são acompanhados pela própria área responsável ou pelo Escritório de Gestão de Projetos Setorial (ex: EGP-TIC ou EGP-CEA) que reporta o andamento ao respectivo Comitê.
  • Projetos Operacionais: são projetos que contribuem de forma indireta para a consecução da estratégia e, usualmente, têm por objetivo atender necessidades operacionais de uma determinada área ou unidade. O monitoramento desses projetos é delegado, pelos Comitês (estratégico ou temáticos), para as áreas responsáveis por sua execução.

Acompanhe o portfólio de projetos do TRT21-RN

Você pode acompanhar, de acordo com as opções ao lado, as principais iniciativas em andamento no TRT21-RN

Clique aqui para acessar o Painel de Projetos do TRT21-RN

Clique aqui para acessar os Projetos concluídos do TRT21-RN

    Metodologia

    A metodologia de Gestão por Projetos no TRT21-RN é a consolidação de conhecimentos, técnicas e documentos que objetivam auxiliar os colaboradores no passo a passo do ciclo de vida dos projetos na instituição.

    Dessa forma, o Eproj em parceria com o Escritório de Gestão de Processos Organizacionais (EGPO), com o Escritório de Gestão de Projetos de Tecnologia da Informação e Comunicação (EGP-TIC) e com o Escritório de Gestão de Projetos de Engenharia e Arquitetura (EGP-EA) estão construindo uma metodologia que contemple todo o ciclo de vida dos projetos, desde sua iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento. 

    Para melhor entendimento sobre a Metodologia de Gestão e Portfólio de Projetos do TRT21 assista ao vídeo a seguir:

     

    Para maiores detalhes sobre a metodologia clique na imagem abaixo e faça o download do documento:                                 

    Tipos de projetos

    O primeiro ponto considerado para a adequada aplicação de ferramentas de gerenciamento por projetos, trata da classificação do porte dos mesmos, uma vez que esta definição é relativa para cada empresa. Dessa forma, a classificação do porte do projeto  para o TRT21 é apresentada abaixo:

    • Pequeno: São projetos mais curtos, mais simples de executar, que não exijam grandes esforços de recursos humanos, com poucas áreas envolvidas (equipe reduzida) e não tenham grandes custos para o TRT21. 
      • Duração: de Semanas até 4 meses. 
      • Nº de colaboradores: 2 a 3 colaboradores. 
      • Recursos: até R$ 50.000,00
      • Produto: Promover o Dia da Saúde no TRT21
        • Ex: Eventos que não exijam grandes esforços ou complexidade para serem realizados, nem deflagração de procedimentos licitatórios.
    • Médio: São projetos um pouco mais longos, que exigem uma equipe mais robusta e com orçamento um pouco maior. Em geral, possuem uma documentação e um rito de aprovação mais burocrático que os projetos pequenos.
      • Duração: 4 até 12 meses. 
      • Nº de colaboradores: Equipe de 3 a 6 colaboradores.
      •  Recursos: até R$100.000,00.
      • Produto: Atualizar a Sinalização dos prédios do TRT21 padronizando, regulamentando, advertindo, indicando o trânsito das pessoas nas dependências do TRT21.
        • Exemplo: Contratação de bens e serviços para o Tribunal que exijam um procedimento licitatório simples.
    • Grande: São projetos que exigem uma vasta documentação para serem realizados e um rito mais complexo de aprovação, em geral são projetos longos, com uma vasta equipe e custos elevados para sua execução.
      • Duração: Mais de 12 meses. 
      • Nº de colaboradores: Equipes com 7 ou mais colaboradores. 
      • Recursos: Superior a R$ 1 Milhão
      • Produto: Revitalizar o Lajão do Complexo Trabalhista.
        • Exemplo: Contratação de bens e serviços que exijam procedimentos licitatórios mais complexos e demorados.

    Ciclo de Vida de um Projeto

    O ciclo de vida de um projeto pode ser dividido em 5 fases, comuns a todos os tipos de projetos. Para cada uma das fases podemos destacar diferentes atividades, tarefas, habilidades e condições requeridas para o seu bom andamento. O conjunto de fases demonstradas na figura abaixo corresponde ao ciclo  de vida do projeto, onde cada grupo de processos é executado de forma sequencial e o monitoramento e controle de forma paralela ao longo das fases. 

    Inicialização:Consiste em identificar as necessidades mais evidentes do projeto, sua  viabilidade, orçamentos e cronogramas em um nível ainda macro. Aqui identifica-se o que vamos fazer? Por que vamos fazer? Quais são as motivações para fazer o projeto? Como vamos fazer? Quanto deve custar (expectativa)? E com todos esses elementos é possível identificar o objetivo do projeto.

    • É nessa fase que são elaborados: 
      • Documento de Oficialização da Demanda (DOD)
      • Documento de Análise da Demanda (DAD)
      • Pontuação e Porte do Projeto (PPP)
      • Termo de Abertura do Projeto (TAP).

    Planejamento: Descreve a solução, o resultado e como deve ser construído. É nessa fase que se define os requisitos do produto ou serviço a ser entregue, a equipe do projeto, a comunicação do projeto, o detalhamento das entregas, o cronograma, os custos, riscos, refina os objetivos e a linha de ação necessária para alcançar os objetivos para os quais o projeto foi criado.

    • É nessa fase que o Plano Integrado do Projeto (PIP) é elaborado.

    Execução:Consiste em colocar em prática todas as tarefas planejadas, garantindo que os recursos necessários foram empregados adequadamente, que as condições de viabilidade, qualidade, custos e prazos não foram perdidas. Tudo isso para que os objetivos do projeto sejam alcançados a partir da homologação das entregas pelo demandante e demais partes interessadas. Essa fase caracteriza-se por um intenso trabalho em equipe, sob a coordenação do gerente de projetos.

    • É nessa fase que acontece a homologação das entregas do projeto junto ao demandante e demais partes interessadas, bem como toda a documentação necessária para assegurar a devida execução dentro do cronograma do projeto. 

    Monitoramento e controle: Representa os processos que analisa, acompanha, controla o progresso e desempenho do projeto, sendo responsável por identificar e analisar a viabilidade de qualquer mudança necessária no planejamento do projeto, ocorrendo em paralelo com a execução.

    • É nessa fase que o Relatório de Status do Projeto (RSP) é elaborado pelo gerente do projeto para reporte da situação do projeto junto ao demandante do projeto, aos membros dos Comitês, aos Escritórios de Gestão de Projetos e demais partes interessadas.

    Encerramento:Corresponde a etapa de finalização, após todas as entregas do projeto serem concluídas. O encerramento representa o arquivamento formal e documentado do projeto, nesta fase também  é elaborada a lista das lições aprendidas.

    • É nessa fase que o Termo de Encerramento do Projeto (TEP) e as Lições aprendidas (LIC) são elaborados.

    Para melhor entendimento sobre os tipos de projetos e o seu ciclo de vida assista ao vídeo a seguir:

    Perguntas Frequentes

    • Qual o papel do gerente de projetos e dos membros da equipe?

    O gerente de projetos (GP) é o profissional responsável por gerenciar todas as etapas do projeto e por liderar a equipe, conduzindo-a, atribuindo responsabilidades e suas respectivas cobranças de resultados.

    De acordo com o Art. 8º do ATO TRT21 nº 373/2019, as  funções do Gerente de Projetos são:

    • Obedecer ao uso da metodologia e dos padrões e métricas definidas institucionalmente;
    • Elaborar o planejamento do projeto, com a participação da equipe de planejamento, e promover sua aprovação pela área demandante (unidade que propôs o projeto), bem como sua comunicação ao Escritório de Gestão de Projetos;
    • Zelar pelo bom gerenciamento dos projetos e dos recursos alocados, bem como pelo cumprimento do seu escopo, cronograma, custo e qualidade e aplicação da metodologia e dos padrões e métricas estabelecidos pelo TRT21;
    • Manter atualizados os registros dos projetos, inclusive nas ferramentas de gestão do Portfólio de Projetos;
    • Coordenar os membros da equipe;
    • Prestar informações do projeto ao Escritório de Gestão de Projetos e às partes interessadas (stakeholders);
    • Responder pelo projeto, juntamente com o gerente do Escritório de Gestão de Projetos, perante a Administração do TRT21;

    Papel da Equipe do Projeto

    A equipe do projeto deve ser qualificadamente escolhida, com suas competências e experiências afinadas com a proposta ou problema a ser tratado. Um bom membro de equipe é aquela pessoa proativa, confiante, que possui habilidade de negociar,  empatia, flexibilidade, mente aberta e criatividade.

    De acordo com o Art. 9º  do  ATO Nº 373/2019, são funções da  Equipe do Projeto:

    • Executar as atribuições e atividades designadas pelo gerente do projeto, primando pela qualidade dos serviços;
    • Reportar ao gerente do projeto o andamento das atividades;
    • Reportar e acordar com o gerente do projeto seus eventuais impedimentos e afastamentos que impactem o projeto;
    • Responsabilizar-se, juntamente com o gerente do projeto, pelo bom andamento das atividades do projeto e pela qualidade dos resultados entregues;

    Para melhor entendimento sobre o papel do gerente de projeto e dos membros da equipe assista ao vídeo a seguir:

    • Por que demandar um projeto?

    Demanda de projeto é a designação que se dá ao projeto antes da sua aprovação. Quando uma demanda é criada inicia-se o processo de gestão que abrange a revisão de iniciativas em execução, verificando se elas fazem sentido no contexto do TRT21 e o seu alinhamento à estratégia organizacional. Abaixo podemos observar a importância de oficializar uma demanda de projeto:

    • Quais são as atribuições da Área Demandante do Projeto?

    Conforme o art. 6 ª do ATO nº 373/2019, compete à área demandante formalizar a demanda de projeto, representada pelo seu dirigente:

    • Oficializar a demanda indicando o patrocinador do projeto;
    • Subsidiar o patrocinador na defesa do projeto junto a Estrutura de apoio à Governança adequada;
    • Aprovar o plano de projeto, e suas alterações;
    • Cancelar o projeto, justificadamente;
    • Registrar a aceitação final do produto do projeto, autorizando seu encerramento.

    Em linhas gerais, é o demandante quem oficializa a demanda do projeto, participa da análise de viabilidade do projeto, assina o planejamento do projeto junto ao gerente, homologa as entregas do projeto e assina, por fim, o encerramento do projeto junto ao gerente.

    Para melhor entendimento de como deve ser executada a oficialização da demanda de um projeto, assista ao vídeo a seguir:

    • Qual a importância de aprovar e priorizar as demandas de projeto?

    A padronização do fluxo de análise, aprovação e priorização dos projetos do TRT21 é uma poderosa ferramenta de gestão, capaz de melhorar a comunicação, reduzir conflitos internos e direcionar os esforços das equipes para as prioridades estabelecidas pela gestão. Com objetivo informar de forma clara, em ordem de prioridade o que é mais relevante para toda a instituição. Com essa melhor comunicação interna os conflitos das unidades serão reduzidos, pois saberão o que é realmente prioritário. 

    Com a lista de projetos priorizada e comunicada para toda a Instituição, a Administração informa  as unidades sobre o grau de importância de cada iniciativa, e direciona as unidades para que sigam a ordem de prioridade. Por exemplo, ao ser demandado simultaneamente por mais de um projeto, qualquer setor poderá verificar o Portfólio e comparar a pontuação dos projetos em questão, decidindo assim qual atender primeiro. Assim, evita-se que os setores executem suas atividades baseando-se primordialmente na ordem cronológica de tramitação dos processos que chegam nas suas respectivas áreas no sistema PROAD, por exemplo.

    As unidades precisam direcionar a capacidade de trabalho das suas equipes para iniciativas prioritárias para a instituição. Como a maioria dos projetos estratégicos institucionais envolve inúmeras áreas, com contextos e capacidade de execução diferentes, é preciso mais do que nunca que os esforços sejam coordenados e as entregas dos projetos possam ser as mais síncronas  possível, evitamos atrasos e possíveis interrupções nos projetos;

    Quanto menos o projeto sofrer interrupções, mais fácil será cumprir os prazos das entregas e as chances de concluí-lo com sucesso. Com a priorização definida pelas estruturas superiores, diminuem as interferências paralelas ao projeto, aumentando, assim, a capacidade de execução das equipes e o % de entregas no prazo.  

    De forma resumida, os benefícios de aprovar e priorizar as demandas de projetos, são:

    • Melhorar a comunicação entre os níveis estratégicos, táticos e operacionais; 
    • Reduzir o conflitos entre áreas demandantes, áreas responsáveis e as equipes; 
    • Promover execução de atividades e tarefas de forma organizada e sincronizada por parte dos setores;
    • Evitar desperdício de recursos com atividades não relevantes ou menos prioritárias;
    • Diminuir a frequência de interrupções do projeto, aumentando a capacidade de execução da equipe e a taxa de conclusão das entregas. 
    • Como um Comitês de Governança aprova um projeto?

    Com a consolidação das informações trazidas no DOD e no DAD, o EGP responsável terá condições de preencher o PPP com os dados de natureza técnica, contidas nesses documentos. É importante ressaltar que o papel dos EGPs é imparcial no preenchimento do PPP, sendo responsável apenas pela consolidação das informações previstas no DOD e no DAD.

    Com o PPP minutado, o comitê pode está apto a aprovar, pedir para aguardar, ou rejeitar a demanda. Se aprovada, é preciso que ele priorize o projeto olhando sempre para o (PPP). Lembrando que somente com a aprovação a demanda torna-se projeto.

    Cada demanda de projeto terá um PPP específico, que será anexado ao respectivo PROAD do projeto após a deliberação do Comitê. Caso aprovado, a demanda se torna projeto de fato. O próximo passo é o Comitê que aprovou o projeto priorizá-lo frente aos demais projetos já existentes no portfólio de projetos. Após a aprovação e sua priorização pelo Comitê de Governança respectivo o projeto será incluído no Portfólio de Projetos do TRT21.

    Dessa forma, o PPP é o documento responsável por reunir e consolidar as informações do DOD e do DAD para subsidiar a decisão dos Órgãos de Governança que irão aprovar e priorizar as demandas de projetos. 

    Para melhor compreensão sobre a importância de aprovar e priorizar as demandas de projeto assista ao vídeo a seguir:

    Documentos Relacionados

    Documento de Oficialização da Demanda (DOD):

    O Documento de Oficialização da Demanda (DOD) é um formulário responsável por:

    • Identificar o produto/serviço a ser entregue;
    • Alinhar a demanda com os objetivos estratégicos;
    • Registra as informações sobre a motivação da demanda;
    • Detalhar os resultados a serem alcançados;
    • Informar o integrante demandante e sugerir um patrocinador para o projeto.

    É importante lembrarmos que a área demandante é responsável pela elaboração do DOD e por protocolar o pedido do projeto no PROAD.

    Existem situações em que a demanda pode ser resolvida por chamado técnico, logo só deve se protocolar uma demanda de projeto quando se tem certeza que a mesma não pode ser solucionada por meio de um chamado, ou seja, na dúvida opte pela abertura de um chamado.

    Para melhor compreensão sobre como preencher adequadamente o Documento de Oficialização da Demanda (DOD), acesse ao assista o vídeo a seguir:

    Documento de Análise da Demanda - DAD:

    O Documento de Análise da Demanda - DAD deve ser elaborado de forma rápida e superficial, sendo responsável por:

    • Analisar os aspectos técnicos da demanda;
    • Atestar sua viabilidade;
    • Opinar sobre as opções de implementação; 
    • Estimar a sua ordem de grandeza ou seja as pessoas, os custos e a duração daquela iniciativa;
    • Dar condições para que a administração decida pela aprovação, priorização e previsão orçamentária do projeto.

    A Área Técnica principal é responsável por coordenar o preenchimento do DAD, junto com as demais unidades envolvidas, o demandante e o patrocinador. Assim, é importante que o DAD seja validado em uma reunião rápida pelos setores que participaram da elaboração do documento.

    Após a sua validação e devido preenchimento, o DAD deve ser anexado ao PROAD que deu início a demanda, como minuta de documento a ser assinada por todos os signatários nele identificados, tramitando-o, ao final,de volta ao Escritório de Projetos que o provocou.

    Importância de Analisar a Viabilidade de uma Demanda de Projeto

    A análise de viabilidade de uma demanda de projeto consiste numa avaliação feita a partir de ferramentas e técnicas a fim de verificar a disponibilidade de recursos financeiros, físicos e oportunidades e ganhos com a realização de um determinado projeto. A partir desse estudo, é possível traçar o tempo de retorno do investimento, de modo a estimar o quanto esse projeto é válido. Abaixo podemos observar a importância de analisar a viabilidade de uma demanda de projeto:

    • Melhorar a troca de informações entre as unidades responsáveis por analisar aquela demanda;
    • Atestar sua viabilidade e fornecer opções de implementação;
    • Estimar o custo e a duração;
    • Destacar restrições de recursos (tempo, pessoas, orçamento, ferramentas tecnológicas…);
    • Relacionar as premissas para tornar o projeto viável; 
    • Indicar eventuais processos que serão melhorados/impactados;
    • Registrar as principais entregas ou os marcos em ordem lógica, facilitando o sincronismo entre as unidades executoras; 
    • Formalizar os papéis e responsabilidades pela demanda;
    • Informar a quantidade de unidades beneficiadas e gravidade da demanda;
    • Descrever a opinião das unidades técnicas sobre a demanda.

    Para melhor compreensão sobre como preencher adequadamente o Documento de Análise da Demanda (DAD), assista ao vídeo a seguir:

    Pontuação e Porte do Projeto - PPP:

    O documento Pontuação e Porte do Projeto - PPP é responsável por reunir e consolidar as informações do DOD e do DAD para subsidiar a decisão dos Órgãos de Governança que irão aprovar e priorizar as demandas de projetos.

    Como o PPP é elaborado?

    O PPP conta com regras de priorização, definidas a partir de 4 dimensões, desdobradas em 8 critérios de natureza técnica e 2 de natureza política, com pesos e escalas pré-definidos, que devem ser validados pela Administração. Todas as informações necessárias à mensuração dos critérios serão oriundas dos DOD’s e DAD’s, elaborados nas etapas anteriores. O objetivo dessa atividade é gerar, ao final, uma pontuação para cada projeto, independente da área de negócio do TRT 21. Após minutar o PPP, o EGP irá enviar o documento para o Secretário do Comitê que irá coordenar a deliberação da demanda com o órgão de governança responsável.

    Após a deliberação do Comitê, caso a demanda seja aprovada ela vira projeto e os autos retornam para o EGP temático para processamento do TAP (Termo de Abertura do Projeto). caso a demanda seja rejeitada, os autos retornam para o EGP no sentido de arquivamento da demanda.

    Assista ao vídeo a seguir para entender detalhadamente o que é a Pontuação e Porte do Projeto - PPP, como deve ser feito o seu preenchimento e interpretação:

    Termo de Abertura do Projeto (TAP):

    O Termo de Abertura do Projeto (TAP) é um documento que formaliza o início de um projeto, designa os recursos, confere autoridade ao gerente de projeto, dá a sua designação formal, e agrupa todas as informações necessárias para a execução das atividades envolvidas. Permite também um alinhamento das expectativas com as  partes interessadas.

    Em outras palavras, é no TAP que acontece a passagem de bastão do processo de Portfólio do Projeto para o processo de Gestão de Projeto, a gestão do Tribunal entrega a responsabilidade daquela iniciativa ao gerente do projeto de maneira formalizada.

    Os Escritórios de Gestão de Projetos Temáticos - EGP’s são  os responsáveis pela elaboração do TAP, reunindo todas informações necessárias do DOD, do DAD e do PPP. Os EGP’s assinam o TAP junto com o patrocinador daquele projeto.

    Como o TAP é elaborado

    Após o EGP minutar e assinar o TAP, o documento deverá ser anexado ao PROAD do projeto solicitando a assinatura do patrocinador do projeto. Em seguida, com o TAP assinado pelo patrocinador, o EGP Temático encaminhado encaminhará o PROAD do projeto para a área responsável no sentido de elaborar o planejamento do projeto.

    Plano Integrado do Projeto (PIP):

    O Plano Integrado do Projeto (PIP) descreve em termos gerais o planejamento do projeto e aponta para documentos de gestão que o compõem. Sua atualização deve ser feita a cada necessidade, sendo utilizado pela equipe como instrumento de trabalho na execução e controle do projeto.

    Durante a execução do projeto o planejamento pode ser modificado quando necessário, mas suas alterações devem ser acordadas com o demandante e comunicadas ao Escritório de Gestão de Projetos Temáticos relacionado com aquela demanda. A formalização do PIP é realizada no PROAD do respectivo projeto, mediante a assinatura do demandante e do gerente do projeto no documento.

    O Gerente de Projetos é o responsável pela elaboração do PIP (planejamento do projeto). No entanto, sugere-se que o planejamento do projeto seja realizado em conjunto com a equipe do projeto e o demandante em uma reunião para definir e acertar os detalhes e fechar o documento, antes de anexar no PROAD.

    Após a formalização do Planejamento do projeto no PROAD, o gerente do projeto comunica ao EGP temático que a etapa do planejamento do projeto foi concluída para que o EGP possa, assim, atualizar o status do projeto no Portfólio. 

    Preenchimento do PIP

    A ferramenta utilizada para elaboração do PIP no TRT21 é o Canvas. O canvas é uma ferramenta visual que ajuda a organizar as ideias sobre o projeto, ou seja, é um quadro em que você descreve a essência do projeto e todos os pontos necessários para o seu funcionamento.

    Legislação (Direcionadores)

    CNJ

    Resolução CNJ nº 70/2009 (REVOGADA)
    Dispõe sobre o Planejamento e a Gestão Estratégica no âmbito do Poder Judiciário e dá outras providências.
    Resolução CNJ nº 198/2014
    Dispõe sobre o Planejamento e a Gestão Estratégica no âmbito do Poder Judiciário e dá outras providências.
    Resolução CNJ nº 325/2020
    Dispõe sobre a Estratégia Nacional do Poder Judiciário 2021-2026 e dá outras providências.

    CSJT

    Resolução CSJT nº 259/2020
    Aprova o Modelo de Gestão Estratégica da Justiça do Trabalho (MGE-JT) de 1º e 2º graus.
    Contato
    Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica - CGEST
    Pessoa de Contato
    Coordenadora: Karla Sousa da Motta
    e-mail
    cgest@trt21.jus.br
    Telefone
    (84) 4006-3171