Histórico
A história do Direito
do Trabalho no Rio Grande do Norte, que começou com
a criação da 1ª JCJ de Natal, em 12.12.1940,
pelo Decreto 6.596, se divide em dois ciclos: Antes e depois
da instalação do Tribunal Regional do Trabalho
da 21ª Região.
No princípio tudo
estava sob a jurisdição de Pernambuco. A partir
de 1983, com a instalação da 13ª Região,
todos os procedimentos da Justiça do Trabalho no Rio
Grande do Norte ficaram atrelados ao TRT da Paraíba.
Após a promulgação
da Constituição de 1988, que tornou obrigatória
a instalação de pelo menos um Tribunal Regional
do Trabalho em cada Estado da Federação, iniciou-se
um penoso caminho até a instalação e
o funcionamento do nosso TRT.
Três anos depois,
a 21 de junho de 1991, o Congresso Nacional aprovou projeto-de-lei
criando o Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte.
Um ano depois, no dia 16
de junho de 1992, instalou-se, definitivamente, o TRT da 21ª
Região, sob a presidência do Juiz José
Vasconcelos da Rocha, e composto pelos juízes togados
Raimundo Oliveira, Othongaldi Rocha, Francisco das Chagas
Pereira, Waldeci Gomes Confessor e Maria do Perpétuo
Socorro Wanderley de Castro e os juízes classistas
Sérgio de Miranda Monte e Reginaldo Teófilo
da Silva.
A instalação
do TRT da 21ª Região imprimiu um novo ritmo à
Justiça Trabalhista no Rio Grande do Norte como um
todo. Acelerou-se o andamento dos processos e as questões
trabalhistas passaram a ser resolvidas muito mais rapidamente.
Passada a fase inicial,
viveu o Tribunal do Trabalho do Rio Grande do Norte a fase
de expansão, com a instalação de duas
novas Juntas de Conciliação e Julgamento na
capital, Natal, a 4ª e a 5ª JCJ ,e mais sete nas
principais cidades do interior: Mossoró (a segunda),
Caicó, Nova Cruz, Assu, Currais Novos, Ceará-Mirim
e Pau dos Ferros, acrescentando as já existentes em
Mossoró, Macau e Goianinha. Inicia-se, também,
a construção da sede própria do TRT,
no bairro de Lagoa Nova.
Mudanças na Presidência
do Tribunal em julho de 1994, continuidade nas ações
administrativas. Sucedendo o Juiz José de Vasconcelos
Rocha, o juiz Waldeci Gomes Confessor fez da consolidação
da Corte Trabalhista no Rio Grande do Norte sua prioridade.
Foi o tempo da melhoria
das condições de funcionamento das Juntas e
do próprio TRT, com a aquisição de mais
equipamentos, ampliação da frota de veículos
e da rede de informática, que permitiu a todos os setores
do Tribunal ter acesso a esse importante instrumento de trabalho,
cujos resultados são visíveis na agilização
das decisões do Tribunal, que conseguiu julgar mais
de 4.000 processos em dois anos.
O novo presidente, empossado
em junho de 1996, juiz Francisco das Chagas Pereira pautou
sua ação administrativa na conclusão
das obras da nova sede do Tribunal, na melhoria das condições
de funcionamento do TR. e, principalmente, na atenção
especial à Primeira Instância.
Dentro dessas metas, ele
instalou a Secretaria de Execução Integrada
(SEI), centralizando, com sucesso, os trabalhos de execução
judicial das Juntas de Conciliação e Julgamento
da capital, tornando-os bem mais eficiente e rápida.
Em junho de 1998, assumiu
a presidência do Tribunal Regional do Trabalho, para
um mandato de dois anos, a juíza Maria do Perpétuo
Socorro Wanderley de Castro. Seu vice-presidente foi o Juiz
Raimundo de Oliveira.
Essa administração
teve, como marca, a grande mobilização da sociedade
do Estado contra a proposta de extinção da Justiça
do Trabalho, que tramitava no Congresso Nacional. Foi responsável,
também, pela melhoria nas instalações
do TRT, pela criação do Memorial da Justiça
do Trabalho e por uma política de valorização
do servidor e de melhor assistência ao jurisdicionado.
O juiz Raimundo de Oliveira
assumiu, como presidente, em junho de 2000, tendo como seu
vice-presidente o juiz Carlos Newton Pinto. Como meta da nova
administração, estão o investimento em
informática e uma maior eficiência nos procedimentos
jurídicos.
Em 16 de junho do 2002 assume
a presidência o desembargador Carlos Newton Pinto, ao
lado da vice presidente desembargadora Maria de Lourdes Alves
Leite. Na gestão 2002/2004 foram implementados alguns
projetos objetivando a aproximação da Justiça
do Trabalho do cidadão potiguar. Dos projetos implementados
destacaram-se: a implantação do Programa de
Gestão pela Qualidade, a ampliação do
parque de informática, a reestruturação
da Assessoria de Comunicação Social, a criação
do programa de televisão denominado "Justiça
e Trabalho" que estreiou em outubro de 2003, inicialmente
para a grande Natal e em seguida para todo país através
da TV Justiça, e ainda, a criação do
"Dia do Cidadão", foi instituido a figura
do Ouvidor-Geral da Justiça do Trabalho da 21ª
Região, tendo como seu primeiro ouvidor o desembargador
Eridson João Fernandes Medeiros.
Em junho de 2004, para um
mandato de dois anos, toma posse na presidência da Corte
Trabalhista da 21ª Região a desembargadora Maria
de Lourdes Alves Leite, tendo ao seu lado como vice presidente
o desembargador Eridson João Fernandes Medeiros, na
mesma solenidade em que foi empossado como Ouvidor-Geral do
TRT/RN o desembargador José Barbosa Filho. A desembargadora
Maria de Lourdes é a segunda mulher a presidir o Regional,
tendo anteriormente a desembargadora Perpétuo Wanderley.
A gestão iniciada em 16 de junho de 2004 com uma posse
prestigiada por mais de 800 pessoas, com a participação
de Presidentes de TRTs de todo país, Governadora Wilma
de Faria, Senadores, Magistrados, Advogados, Servidores, familiares
e sociedade potiguar.
O desembargador Eridson João Fernandes Medeiros assumiu a presidência do Tribunal em junho de 2006, tendo como vice-presidente o desembargador José Barbosa Filho. Em seu discurso de posse ele ressaltou a necessidade de dotar a Justiça do Trabalho potiguar de uma estrutura tecnológica capaz de impulsionar as mudanças necessárias à implantação do processo virtual, de modernizar o parque eletrônico para melhor capacitar os recursos humanos para essas transformações, sintonizando a Justiça do Trabalho potiguar à modernidade do mundo contemporâneo. O presidente também assumiu o compromisso pela reestruturação física da Justiça do Trabalho da 21ª Região, dotando, principalmente, as Varas do Trabalho do interior do Estado de estruturas próprias para um perfeito funcionamento.
Em 09 de setembro de 2008, o Desembargador Federal do Trabalho José Barbosa Filho foi empossado para presidir o Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, no biênio 2008-2010. Antes de assumir a presidência, o Desembargador José Barbosa também já havia ocupado os cargos de ouvidor geral e vice-presidente deste Tribunal.
A cerimônia de posse do novo presidente foi realizada no Centro de Convenções de Natal. Estiveram presentes, autoridades das principais instituições públicas do Rio Grande do Norte, representantes dos diversos segmentos do Judiciário, magistrados, servidores e convidados.
Na solenidade também foram empossados os Desembargadores Ronaldo Medeiros de Souza, como vice-presidente, e Carlos Newton Pinto como novo ouvidor geral do TRT potiguar. Em seu discurso de posse, o novo presidente desta Corte falou da importância dos sindicatos e do respeito à condição humana nos locais de trabalho, aspecto que vem que vem sendo cada vez mais considerado no meio ambiente de trabalho e da atuação da Justiça do Trabalho nesse processo. Lembrou ainda, a qualidade dos integrantes do corpo funcional que compõe o TRT da 21ª Região.
Anunciou, na ocasião, que seguir com o planejamento estratégico do tribunal era uma das metas da nova gestão, como também dar atenção especial à execução das decisões judiciais, no sentido de assegurar aos trabalhadores o recebimento dos direitos trabalhistas, garantindo a efetividade dos julgados. O novo presidente do TRT potiguar também afirmou que suas expectativas eram as melhores possíveis para a gestão que então se iniciava, já que a instituição se encontrava em um momento favorável para o bom desempenho de suas atividades.
No dia 10 de janeiro de 2011, o Desembargador Federal do Trabalho Ronaldo Medeiros de Souza foi empossado novo presidente e corregedor do TRT da 21ª Região, tendo como vice-presidente o Desembargador José do Rêgo Junior, que também acumulou o cargo de ouvidor geral do Tribunal. A eleição para a nova diretoria obedeceu à Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN), que forma uma lista tríplice, entre os magistrados mais antigos, obedecendo ao critério de rodízio. Antes da presidência, Ronaldo Medeiros já havia ocupado os cargos de vice-presidente e ouvidor do TRT-21.
Em seu discurso de posse, o desembargador prometeu administrar o Regional seguindo as metas pré-estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Comprometeu-se, também, em ser um gestor que preza pela valorização do corpo funcional, abrindo sempre um canal de diálogo com servidores, juízes e desembargadores.
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